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Dor e Febre

Por incrível que pareça, a dor e a febre não são os grandes inimigos que parecem ser. Mesmo que a dor e o aumento da temperatura do corpo sejam um incômodo, ambos são sinais de alerta sobre algum problema que esteja acontecendo, como inflamações ou infecções. Então, como lidar com esses sintomas?

Dor e Febre - Neo Química

Para que tudo funcione bem em nosso corpo, é desejável que a temperatura interna mantenha-se entre 36°C e 37°C. Para isso, dispomos de uma espécie de "termostato" em nosso cérebro que detecta variações fora dessa faixa e procura mantê-la estável. Às vezes, nosso "termostato" tem dificuldade em deixar a temperatura na faixa desejada. Isso acontece principalmente nas infecções, quando vírus ou bactérias acabam estimulando o aumento da temperatura do corpo e o aparecimento da febre.

Porém, nem todo aumento de temperatura deve ser considerado febre. Quando enfrentamos uma situação de grande calor ou mesmo quando praticamos uma atividade física mais intensa ou nos agasalhamos demais, a temperatura pode subir um pouco sem que seja considerada febre. A febre é um alerta de que o corpo está reagindo a alguma situação anormal, como uma infecção, por exemplo. Na maioria das vezes, felizmente, são infecções sem maior gravidade, como resfriados comuns, embora possam vir acompanhados de febres altas.

Em linhas gerais, a pessoa deve procurar ajuda médica quando:

A febre durar mais de 48 horas

A febre durar mais
de 48 horas.

A temperatura persistir acima dos 39º

A temperatura persistir
acima dos 39º.

Surgir dúvidas sobre o que possa estar acontecendo

Surgir dúvidas sobre o que
possa estar acontecendo.

Em bebês ou crianças que ainda se comunicam mal, a febre pode ser muito útil no início, pois pode ser o único sinal de que algo não vai bem; ou seja, um alerta para que o médico seja contatado assim que possível. Dentre os problemas mais comuns que causam febre em crianças e adultos estão as infecções respiratórias, como:

  • Gripes
  • Resfriados
  • Amigdalites
  • Pneumonias
Dor e Febre - Neo Química

Junto com a febre, a dor é um outro sintoma que também costuma nos incomodar com certa frequência. Assim como a febre, a dor geralmente é conseqüência de uma infecção, traumas ou outro processo inflamatório que liberam no sangue substâncias que agirão no cérebro, "informando-o" que está ocorrendo algo de errado. Cada pessoa responde à dor de maneira diferente, tanto é que alguns podem perceber uma dor de garganta como forte, outros como moderada e outros podem achá-la fraca. Sem falar que a dor pode estar relacionada ao seu momento psicológico e manifestar-se de diversas maneiras, como uma dor em aperto, em pontadas, do tipo queimação ou formigamento. Da mesma maneira que a febre, bebês ou crianças que ainda se comunicam mal podem ter a dor como o único sinal de alerta. Ao ver uma criança chorando ou reclamando de incômodo em alguma área do corpo, deve-se investigar algum trauma ou infecção que esteja começando a se manifestar.

O importante é ficar alerta com qualquer tipo de dor e febre mais altas ou persistentes. Se, por um lado, elas não devem ser encaradas como um grande inimigo, por outro lado também não devem ser frequentes. O ideal é que se procure um médico para entender a melhor forma de agir nessas situações.

Fonte: Dr. Marcello Pedreira - CRM 65377
Editora Veritas Comunicação Médica