Hipertensão: o que fazer quando a pressão arterial aumenta?
05/02/2025
Entenda o que pode provocar o aumento da pressão arterial e como evitar a hipertensão com hábitos e comportamentos simples.

Se você mediu sua pressão e se deparou com um resultado igual ou maior do que 140/90 mmHg, provavelmente ficou surpreso, certo? Afinal, quando o valor está acima de 14 por 9, esse pode ser um indicativo de hipertensão arterial. ¹
Essa alteração é mais comum do que imaginamos: cerca de 27,9% da população brasileira é diagnosticada com a doença ².
No entanto, não é nada normal. A hipertensão é um dos fatores de risco metabólico mais significativos para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e pode colocar a vida em risco. ¹
Por isso, conhecer mais sobre essa condição e os principais tratamentos é tão importante. A seguir, entenda o que causa e como prevenir as alterações na sua pressão.
Resumo
- A hipertensão é uma doença crônica caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea (igual ou superior a 14/9). ¹
- A maioria dos casos tem origem genética, no entanto, fatores como tabagismo, sedentarismo, estresse excessivo, obesidade e consumo excessivo de bebidas alcoólicas podem aumentar o seu risco de ter a doença. ¹
- Em geral, a pressão alta é uma condição assintomática. Porém, quando a pressão sobe, pode causar dor de cabeça, tontura, zumbido no ouvido e visão embaçada. ¹
- Para prevenir a hipertensão, é importante adotar um estilo de vida mais saudável, com uma boa alimentação, a prática regular de atividades físicas e um peso corporal adequado. ³
- Pessoas hipertensas devem medir a pressão pelo menos sete vezes durante o período de 72 horas. 4
- O tratamento da doença envolve o uso de anti-hipertensivos, como a Losartana, que ajuda a manter a pressão sob controle. 5
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O que é hipertensão?
A hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta, é uma condição crônica em que o sangue exerce uma pressão além do normal ao circular pelo organismo. ¹
Ou seja, o fluido passa pelas artérias com muita força, o que, com o tempo, pode causar danos ao coração, aos vasos sanguíneos e outros órgãos. ¹
Esse aumento da pressão acontece quando o sangue tem dificuldade de circular pelo organismo, normalmente quando as artérias estão mais estreitas, contraídas ou rígidas. ¹
Para ficar mais fácil de entender, pense em canos de água. Um cano pode estourar ou descolar quando a pressão de água é muito forte. Até que comece um vazamento, esse problema pode passar despercebido.
No entanto, se não for resolvida, essa falha na tubulação pode causar mudanças estruturais no terreno e a fundação pode até mesmo ceder.
Bem parecido com a pressão alta, não é? Principalmente porque é uma doença silenciosa, mas muito perigosa, já que aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC (acidente vascular cerebral). ¹
O que causa pressão alta?
Em 90% dos casos, a pressão alta é um problema hereditário. Ou seja, é uma doença herdada dos seus pais, que herdaram dos seus avós, e assim acontece de geração para geração. ¹
Porém, é importante lembrar que a predisposição não é uma sentença. Então, mesmo que sua família tenha um histórico de hipertensão, se você tomar os cuidados necessários, pode nunca desenvolver a doença. ¹
Por outro lado, uma pessoa sem predisposição pode ter pressão alta, já que, além do fator genético, existem hábitos e comportamentos que são fatores de risco para a doença, como: ¹
- tabagismo;
- consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
- sobrepeso e obesidade;
- estresse;
- consumo exagerado de sal;
- sedentarismo.
Além disso, problemas de saúde podem contribuir para a hipertensão, como o diabetes, o colesterol alto e as doenças renais. ¹
Quais os sintomas de hipertensão arterial?
Normalmente, quando a hipertensão causa sintomas é porque a pressão já subiu muito. Afinal, a doença é conhecida por ser silenciosa e assintomática. ¹
Por isso, o mais comum é que a pessoa descubra que está com pressão alta durante exames de rotina.
Quando acontece um aumento rápido e significativo da pressão arterial (uma crise hipertensiva), você pode sentir: ¹
- dor de cabeça;
- dor no peito;
- tontura;
- zumbido no ouvido;
- fraqueza;
- visão embaçada;
- sangramento no nariz.
É possível prevenir a pressão alta?
Sim! Como falamos, uma pessoa sem predisposição pode ter hipertensão, enquanto alguém que tinha tudo para desenvolver a doença pode manter a pressão arterial adequada. ¹
Afinal, o estilo de vida é um fator muito relevante no desenvolvimento dessa e de diversas outras condições. 1,3
No caso da hipertensão, a melhor forma de prevenção é: ³
- manter um peso corporal adequado;
- controlar o consumo de sal (prefira outros temperos que também ressaltam o sabor dos alimentos);
- praticar atividades físicas regularmente;
- moderar o consumo de álcool;
- evitar completamente o fumo;
- manter outras doenças crônicas controladas.
Preciso monitorar a pressão no dia a dia?
A única forma de monitorar sua pressão arterial é fazendo sua medição, que pode ser realizada em casa, caso você tenha o aparelho, durante consultas médicas, em farmácias (com farmacêuticos) ou nos postos de saúde. ¹
Para pessoas saudáveis acima de 20 anos, recomenda-se pelo menos uma medição por ano. Já para quem tem parentes hipertensos, mas não tem a doença, é importante medir pelo menos duas vezes por ano. ¹
Vale lembrar que essa é a frequência mínima para aferir a pressão. Então, se você já foi diagnosticado com hipertensão, o acompanhamento recorrente é fundamental para ajudar no controle e verificar a eficácia do tratamento.
Nesse caso, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) recomenda pelo menos sete medições no período de 3 dias (72 horas). Dessa forma, você não se baseia em uma leitura isolada e pode ter uma média mais precisa, já que a pressão arterial muda ao longo do dia. 4
Qual o tratamento da pressão alta?
O tratamento da hipertensão envolve o abandono de hábitos que contribuem para o aumento da pressão, como o consumo excessivo de sal, uma rotina muito estressante, a ingestão de álcool e o fumo. 5
Nos casos em que essas mudanças são insuficientes para baixar a pressão e mantê-la controlada, o médico pode prescrever o uso de anti-hipertensivos. 5
A losartana é um dos medicamentos mais conhecidos para tratar a hipertensão. Seu uso reduz a pressão arterial até chegar aos níveis normais, além de auxiliar na prevenção de eventos cardiovasculares. 6
Para conhecer mais sobre o medicamento, confira a bula da Neo Química.
Esperamos que este conteúdo tenha esclarecido suas dúvidas sobre pressão alta. Se você percebeu alterações durante as aferições ou apresentou os sintomas desse quadro, procure atendimento médico. Até a próxima!
Losartana potássica 50 mg ou 100 mg. Comprimidos revestidos. MS 1.5584.0428. VIA DE ADMINISTRAÇÃO: ORAL. USO ADULTO. INDICAÇÕES: Este medicamento é indicado para o tratamento da hipertensão, tratamento da insuficiência cardíaca (quando o tratamento com um inibidor da ECA não é mais considerado adequado), para reduzir o risco de morbidade e mortalidade cardiovasculares, acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio em pacientes hipertensos com hipertrofia ventricular esquerda, para retardar a progressão da doença renal e para reduzir a proteinúria. CONTRAINDICAÇÕES: Este medicamento é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos componentes do produto, em pacientes com diabetes mellitus, insuficiência renal e insuficiência hepática grave. O uso concomitante de losartana potássica com produtos contendo alisquireno é contraindicado. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES: Hipotensão sintomática, especialmente após a primeira dose e após o aumento de dose, pode ocorrer em pacientes que apresentam depleção de volume e/ou depleção de sódio devido a terapia intensa com diuréticos, dieta com restrição de sal, diarreia ou vômito. Essas situações devem ser corrigidas antes da administração de losartana potássica ou deve-se utilizar dose inicial mais baixa doses mais baixas para pacientes com histórico de insuficiência hepática. Os fármacos que atuam diretamente no sistema renina-angiotensina podem causar danos e morte ao feto em desenvolvimento. Quando houver confirmação de gravidez, o tratamento com losartana potássica deverá ser descontinuado o mais rapidamente possível. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez. Uma vez que não há informações referentes ao uso de losartana durante a amamentação, seu uso não é recomendado neste período. Assim como observado com os inibidores da enzima conversora da angiotensina, a losartana e outros antagonistas da angiotensina são aparentemente menos efetivos na redução da pressão sanguínea em pacientes negros, possivelmente devido a uma maior prevalência de baixo nível de renina nessa população. Recomenda-se cautela ao dirigir veículos ou operar máquinas durante o uso de losartana potássica. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: Rifampicina, fluconazol, diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutos do sal que contenham potássio, fármacos que afetam a excreção de sódio, antagonistas de receptores de angiotensina II, fármacos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e inibidores seletivos da cicloxigenase-2 (inibidores da COX-2). REAÇÕES ADVERSAS: Anemia, tontura, vertigem, hipotensão, insuficiência renal, falência renal, astenia, fadiga, hipercalemia, hipoglicemia, aumento da ureia, da creatinina sérica e do potássio sérico no sangue. POSOLOGIA: Hipertensão: dose usual inicial e de manutenção é de 50mg uma vez ao dia. Redução do risco de morbidade e mortalidade cardiovasculares em pacientes hipertensos com hipertrofia ventricular esquerda: Dose usual inicial de losartana potássica é de 50mg uma vez ao dia. Insuficiência cardíaca: Dose inicial de losartana potássica para pacientes com insuficiência cardíaca é de 12,5mg uma vez ao dia. Geralmente, a dose deve ser titulada a intervalos semanais (isto é, 12,5mg/dia, 25mg/dia, 50mg/dia) até a dose usual de manutenção de 50mg uma vez ao dia de acordo com a tolerabilidade do paciente. Proteção renal em pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria: A dose usual inicial é de 50mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 100mg uma vez ao dia com base na resposta da pressão arterial. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. Dezembro/2024.